Isaac Asimov é conhecido com um dois maiores nomes da literatura de ficção científica, mas o que muitos não sabe é que o autor deixou algumas previsões para a realidade do ano de 2014, em 1964.
No entanto, ao contrário das suas fantasias com robôs, desta vez Asimov enviou para o "New York Times" algumas apostas sobre como seria o nosso presente.
Até agora já acertou na existência de filmes em 3D, carros com piloto automático e a população mundial de cerca de 7 biliões de pessoas. Falhou quando afirmou que já teríamos bases lunares e carros voadores.
O texto foi publicado depois da visita de Asimov à Feira Mundial de Nova Iorque, em 1964. "Se ocorrer uma guerra nuclear, o futuro não vale a pena ser discutido." explicou o escritor na abertura do seu artigo.
"Gadgets continuarão a livrar a humanidade de trabalhos entediantes", presumiu. "Almoços e jantares completos, com alimentos semi-preparados, estarão armazenados no frigorífico prontos para processamento".
Para 2014, o autor imaginou também computadores pequenos a servir de cérebros de robôs, que poderiam limpar e ficar encarregues da jardinagem.
Quanto à população, Asimov acreditava que o mundo iria passar por uma campanha conjunta de controlo da natalidade e que na escola os alunos iriam aprender tecnologia, matemática binária e a linguagem dos computadores.
Por fim, o escritor fala daquele que será o maior mal de toda a humanidade: o tédio. "Uma doença que se espalha a cada ano e sempre mais intensa". Por causa disso, apostou que a psiquiatria seria em 2014 uma das mais importantes especialidades médicas.
"Os poucos sortudos que podem estar envolvidos em trabalhos criativos de qualquer espécie, vão compor a verdadeira elite".
Estaria errado?
