Selecione o tema
Chiado Magazine

TOP

Design

Sociedade

Moda

Música

Fotografia

Literatura

Pintura

O seu nome é Caras e é uma apaixonada pela fotografia, porque a mesma consegue captar o que os outros não conseguem ver. 

Caras descobriu a sua paixão pela fotografia e pela arte digital há cerca de 10 anos. A sua inspiração surge de imensos lugares desde a Internet, filmes, animações ou qualquer coisa mais surreal ou com muita fantasia. 

O seu trabalho é depois tratado no conhecido programa Photoshop, onde as imagens são editadas para criar novos conceitos: irreais, bonitos e mágicos. 











Todos os dias, na última década, o artista Ra Paulette vai sozinho para o meio de enormes desfiladeiros, no estado de New Mexico, com todos os instrumentos que necessita.

No meio das cavernas, Paulette constrói coisas fascinantes, que deixaram entrar a luz. As esculturas, com pormenores incríveis, permitem tornar todo aqueles espaço em cavernas fantásticas.

Nos últimos dez anos, Paulette tem trabalhado naqueles túneis, sem maquinaria ou ajuda de alguém. Os vários quartos que esculpiu têm todos uma aparência completamente diferente com várias formas e texturas.

O lugar tem atraído muitas atenções, pelo mistério do mesmo e pela quantidade de anos que demorou a estar pronto. 













A única coisa que este hotel pede aos seus hóspedes é que consigam chegar ao topo da montanha em que se encontra. 

Em Foronon Del Buinz, a mais de dois mil metros de altura, existe um albergue disposto a receber todas as pessoas que consigam alcançar aquela cabana.

A missão não é nada fácil, mas ali encontra-se o conforto de uma noite descansada. A vista para os Alpes Julien, em Itália, faz daquele lugar um refúgio paradisíaco. 

O arquitecto Giovannu Pesamosca é o responsável pelo design em forma de capela, que permite que a neve não se acumule e que o gelo. Lá dentro, existem nove camas para todos os alpinistas corajosos que conseguirem lá chegar.









Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar. 

Andar e olhar. Sem pensar, só olhar: caras, fachadas, vitrinas, automóveis, nuvens, anjos bandidos, fadas piradas, descargas de monóxido de carbono. Da Praça Roosevelt, fui subindo pela Augusta, enquanto lembrava uns versos de Cecília Meireles, dos 'Cânticos': "Não digas 'Eu sofro'. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram / que era sofrer?" Mas não conseguia parar. Surdo a qualquer zen-budismo, o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia - coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker. Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban - filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto que alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás. Foi então que a vi. 

Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela. Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. 
Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos.

Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: Carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? 

Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu "dói tanto", contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou "por quê?", compreendi ainda mais. Falei: "Porque é daí que nascem as canções". E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?
Ir até uma livraria pode ser um dia maravilhoso e que nos faça sentir completamente realizados, sejamos nós jovens ou mais velhos. 

A biblioteca ou a livraria do nosso bairro poder tornar-se um refúgio e uma das memórias mais felizes que preservamos. 

Por isso mesmo, esta cidade no País de Gales, é um paraíso para todos os amantes de literatura e conhecida, desde 1970, com a "cidade dos livros". 

Hay-on-Wey é uma comunidade pequena que conta com mais de 40 livrarias independentes. Tudo começa quando, nos anos 60, um homem decidiu viajar até à América e trazer consigo o máximo de livros que conseguiu.

Ao ver o sucesso que Booth, esse homem, estava a conseguir a cidade ficou obcecada com livros, o que levou Bill Clinton a chamar-lhe "Woodstock da mente".

Por ano, Hay-on-Hey recebe 500 mil turistas, desejosos de conhecer a maior colecção literária que uma cidade já teve.













Arthur, assim foi baptizado, era um rafeiro abandonado que vivia do que encontrava na rua. Tudo isso até conhecer os quatro amigos que lhe mudaram a vida.

O grupo de desportistas suecos estava a participar numa competição, em plena selva amazónica, quando repararam no cão mal tratado que passava ao pé deles. Um dos membros, partilhou parte do seu almoço com o cão, por sentir pena do pobre animal.

A partir desse momento, Arthur não os largou mais. Acompanhou-os por entre a lama, águas movediças, caminhos complicados, tudo durante mais de 690 quilómetros. Esse facto entusiasmou e emocionou os membros da Team Peak Performance, que decidiram adoptar o cachorro. 

Depois de terminada a competição, levaram Arthur a um veterinário, pediram autorização ao governo e levaram-no para Estocolmo, onde vive agora feliz.

Em honra de Arthur foi criada também uma associação, que pretende ajudar animais abandonados.

Grande história, não lhe parece?