A arte de Julien Breton é um grito no silêncio. Tudo é silêncio. Os seus movimentos, a luz que atravessa o ar, as palavras efêmeras, a escuridão que tudo envolve, os traços evanescentes das sombra, as cores eléctricas geométricas que se dissolvem no nada.
Tudo é um grito. Para escrever em silêncio, é preciso uma total concentração em cada gesto, que encontra a sua expressão no exacto momento em que a lente da câmera, em apenas uma exposicão, soma o complexa desenho do artista.
Um desempenho que dura vários minutos para uma imagem onde o artista desaparece e apenas o resultado de sua arte permanece.









